O blog acompanhou a trajetória de pesquisa para monografia das práticas de transfobias e homofobias nas escolas.
Durante a pesquisa muitas informações e ideias são acessadas. Disseminar esse e todo o conhecimento produzido nas universidades, de forma livre e acessível, é (ou deveria ser) responsabilidade de todxs, esse blog é uma tentativa tímida para tal. Estão postadas notícias, informações, vídeos e materiais com a temática da sexualidade, identidade de gênero e educação
"Eu hoje estou aqui, expondo a minha história, expondo a minha vida. Assim que eu descobri que meu filho estava morto - eu soube que meu filho estava morto por um jornal - e até o momento do velório eu não sabia que meu filho tinha sido vítima de crime de ódio, que existia essa palavra, e que pessoas praticavam crime de ódio. Eu não sabia que literalmente alguém tirava a vida de outro ser humano com tanto requinte. Então é um apelo de mãe, eu não quero que ninguém esteja no meu lugar, eu não quero que ninguém sinta o que estou sentindo."
Angélica Ivo é uma Mãe Pela Igualdade. Movimento de mulheres mães de lésbicas, gueis, bissexuais, travestis e transexuais que lutam pelo direito de suas filhas e filhos viverem livremente.
O IX Seminário LGBT da Câmara dxs Deputadxs teve como tema "Sexualidade, papéis de gênero e educação na infância e na adolescência".
Destaco a participação da Senhora Marlene Xavier, representando as Mães Pela Igualdade.
Marlene é mãe de quatro filhxs LGBT, e trabalhava na escola onde todxs estudavam, e viu de perto as violências sofridas pelxs filhxs. Marlene Xavier é uma mãe pela igualdade!
Esteve presente também João W Nery, autor do primeiro livro escrito em português contanto a história de um transhomem, a Deputada Erika Kokay, a Profesorra Miriam Abramovay, a Professora Maria Lucia Leal, representantes do MEC, do MJ, da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Comissão de Educação e Cultura, entre alguns outros.
Mas nessa postagem chamo a atenção para o que a presença da pesquisadora e militante Tatiana Lionço representou para os setores conservadores e fundamentalistas do Congresso Nacional e do país como um todo.
A fala da Tatiana Lionço girou sobre a sexualidade na infância, e o olhos abusadores e castradores de adultos. Sem jamais defender a pedofilia e qualquer abuso de crianças e adolescentes, a pesquisadora teve sua fala editada de forna pífia e repugnante para servir de mote a perseguição de LGBTs.
Contudo, a idéia aqui não é perder tempo mostrando esses materiais deturpados e exdruxulos, mas pelo contrário veicular o material original da pesquisadora.
O debate que ocorreu pela manhã está disponível nesse vídeo, onde Tatiana Lionço aparece a partir de 2h37'.
"Aqueles e aquelas que qualificamos hoje como crianças foram tratadas por longos periodos como adultos em miniatura. O que levou o papa bento XVI a infeliz declaração, inoportuna, de que a pedofilia nem sempre fora objeto de penalização, e portanto poderia ser relativizada historicamente. Evidentemente nós não vamos usar da compressão sobre sexualidade infantil para sermos coniventes com esse tipo de manejo argumentativo por parte da igreja católica, onde a sexualidade infantil não existe a não ser no momento em que argumentativamente ela importa ao adulto abusador, e que recorrentemente, no caso da pedofilia dentro da igreja católica, a inteligibilidade sobre o que se passou do ponto de vista da autoridade religiosa, é a culpa da criança homossexual. Então, absolutamente, discutir sexualidade na infância não é ser conivente com esse tipo de linha argumentativa" diz Tatiana
Também aproveito para divulgar livro organizado por ela e pela pesquisadora Débora Diniz, Homofobia & Educação - um desafio ao silêncio, que conta com textos de Daniel Borrillo, Claudia Vianna e Lula Ramires, Malu Fontes, Fernando Pocaby, Rosana de Oliveira e Thaís Imperratori, Raoger Raupp Rios e Wederson Rufino dos Santos, Rogério Diniz Junqueira, Débora Diniz e Tatiana Lionço.